Propostas de redução em cima da mesa em Copenhaga

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Posted by Renascença | Posted on 17:55

 União Europeia


 Reduzir as emissões poluentes em pelo menos 20% até 2020 (tendo como referência os valores de 1990). Esse número pode aumentar até 30%, caso se chegue a um acordo global em Copenhaga.





Estados Unidos
Reduzir as emissões em 17% até 2020, mas face aos valores de 2005 (se a referência for 1990, esses valores descem para cerca de 3 por cento). É uma proposta que inclui metas para os próximos anos: redução de 30% em 2025 e 83% em 2050. Mas querem também que países como a China e a Índia se comprometam com metas concretas.

 China
Pela primeira vez coloca números em cima da mesa, mas usa um critério diferente para propor a redução de emissões. A China, que já ultrapassou os Estados Unidos como maior poluidor mundial, propõe uma redução de 40 a 45% até 2020, mas em termos de “intensidade de carbono”, não de emissões absolutas. A intensidade de carbono é calculada dividindo o total das emissões pelo Produto Interno Bruto do país.


G77
É um grupo que junta 130 países em desenvolvimento. Vai bater-se em Copenhaga por cortes nas emissões mais ambiciosas por parte dos países ricos, mas também pela transferência de financiamento e tecnologia “verde” que permita ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem as alterações climáticas.



Pequenos Estados Ilha

Para os 39 países da Associação dos Pequenos Estados Ilha, o combate às alterações climáticas é uma questão de sobrevivência. Muitos correm o risco de desaparecer no final do século com o aumento do nível da água do mar. Exigem uma redução das emissões em 85% até 2050.





Mundo tem de reduzir emissões para metade até 2050.

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Posted by Renascença | Posted on 17:05

Se a meta em Copenhaga é chegar a um acordo global sobre o combate às alterações climáticas, podemos dizer que a primeira semana de negociações serviu para projectar a estrada que pode levar até esse fim. O problema está agora em saber que material os líderes mundiais vão escolher para pavimentar o caminho, e se terá qualidade suficiente para levar o “carro” até ao destino…
O mesmo é dizer que a partir desta sexta-feira ficaram lançadas algumas das bases principais para que os líderes possam trabalhar um acordo politico na segunda e decisiva semana da cimeira. A proposta do principal responsável do grupo negocial da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas aponta para uma redução global das emissões de gases poluentes no mínimo de 50 por cento até 2050. O texto, com 7 páginas no total, prevê ainda metas mais ambiciosas, que podem chegar aos 95 por cento, caso os países estejam dispostos a esse compromisso. Mas há uma outra proposta até 2020, e que vincula apenas os países mais desenvolvidos, que ratificaram o protocolo de Quioto. Para estes, o corte de emissões deveria ser de 25 a 45 por cento no prazo de 10 anos, isto tendo como referência os valores que se verificavam no ano de 1990.




Para quem não esteja dentro das negociações pode parecer apenas mais uma sucessões de números, percentagens e metas vagas. Mas para Nuno Lacasta, o principal negociador português em Copenhaga, os projectos em cima da mesa têm toda a importância. “Às vezes parecem trabalhos de formiguinha”, afirma, “mas o que se tem conseguido fazer é fundamental para se chegar a um acordo politico na próxima semana. O que nós já temos neste momento é o essencial dos elementos que permitem aos negociadores, aos ministros e aos lideres preparar o acordo de Copenhaga. Temos já decisões técnicas e propostas de decisões politicas que podem ser consolidadas na próxima semana. Isto ao nível daquilo que nós chamamos o “triângulo de Copenhaga”: redução de emissões por parte dos países desenvolvidos, compromissos por parte dos países em desenvolvimento, e ainda o financiamento de acções nesses países em desenvolvimento. Tudo isso neste momento tem já propostas concretas em cima da mesa”.
Posto isto, as propostas vão agora ser analisadas nos próximos dias pelos negociadores. Mas parece difícil de quebrar o impasse entre os interesses dos países mais ricos e o que pretendem os países em desenvolvimento. Nuno Lacasta recorda que sem concessões de parte a parte nada será possível. “Costuma dizer-se que em termos de negociações internacionais, no final de um acordo ninguém se pode sentir plenamente satisfeito nem plenamente insatisfeito. Porque as partes têm de fazer cedências para obter um consenso. E é com esse espírito construtivo de flexibilidade, mas também de ambição, que a União Europeia vai continuar durante a segunda semana. Nós estamos a fazer muitos contactos e a construir pontes entre todos os países, em particular com os países em desenvolvimento”, garante.




 E se ninguém cedesse?

O balanço da primeira semana feito pelas organizações não-governamentais, nomeadamente pela Quercus, não é de todo positivo. Francisco Ferreira, que tem acompanhado o encontro em Copenhaga, afirma mesmo que, se as negociações terminassem já hoje, e tendo em conta as propostas que estão neste momento em cima da mesa, “o mundo correria o risco de sofrer um aumento de temperatura de 3,5 ºC até ao final do século. Esse cenário é inaceitável. A questão é saber se as propostas vão melhorar o suficiente para chegar aos 2ºC de aumento máximo referido pelos cientistas, ou a 1,5ºC, o que seria o ideal.”
De acordo com a associação ambientalista esta situação explica-se pelo facto dos países ricos estarem a fazer propostas muito longe do que seria necessário. No global, a proposta do corte de emissões dos países desenvolvidos oscila entre os 13% e os 19% até 2020. O problema é que, juntando outros factores, entre eles os créditos de emissão da floresta, essas propostas têm na prática um valor ainda menor. “Fazendo essas contas, chegamos a valores de esforço interno por parte dos países desenvolvidos que nos levam a uma redução de apenas 2%, ou até um aumento de 4 por cento face a 1990! Isto está muito longe dos 25% a 40% que os cientistas do painel intergovernamental têm vindo a apontar. Não está a ser feito o esforço suficiente que seria necessário efectuar”, conclui Francisco Ferreira.





Copenhaga: primeira semana dia-a-dia

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Posted by Renascença | Posted on 11:56

7 DE DEZEMBRO

- O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, abre a Cimeira de Copenhaga, afirmando que um acordo mundial sobre o combate às alterações climáticas está ao alcance dos negociadores, e que esta é uma oportunidade histórica que não pode ser perdida.
- Climategate: o responsável pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as Alterações Climáticas defende que as conclusões cientificas sobre as mudanças no clima, que servem de base às negociações em Copenhaga, não são postas em causa pelo caso da divulgação na Internet de emails de investigadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
- Agência de Protecção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos admite que os gases com efeito de estufa prejudicam a saúde pública. O anúncio formal abre caminho a que a EPA possa tomar medidas de regulação quanto às emissões de 6 gases, sem ter de esperar pela decisão politica do Congresso.
- Países em Desenvolvimento responsáveis por 30 por cento das emissões globais (entre eles China, Índia e Brasil) declaram que querem um acordo vinculativo sobre o clima até Junho de 2010.



8 DE DEZEMBRO

- Organização Meteorológica Mundial revela dados que indicam que a última década foi a mais quente desde que há medições fiáveis de temperaturas, e que o ano de 2009 foi o quinto mais quente de sempre.
- Secretário-Geral das Nações Unidas reage ao caso “Climategate”. Ban Ki Moon garante que não está em causa a conclusão científica que as alterações climáticas estão a acelerar e que esse facto deve-se à acção do Homem.
- China diz que as metas dos Estados Unidos e dos outros países ricos para a redução de emissões não são suficientes. Recorda que ficam aquém das metas estabelecidas no relatório do IPCC, que pede reduções entre os 25 e os 40 por cento até 2020 (tendo como referência o ano de 1990).
- O responsável pelo IPCC, Rajendra Pachauri, afirma que uma redução de 20% das emissões até 2020 seria um bom acordo em Copeganha, mas admite que a proposta dos Estados Unidos compromete essa meta.


9 DE DEZEMBRO

- O principal enviado da China insiste que os Estados Unidos devem aumentar proposta de redução de emissões. Os negociadores norte-americanos deixam apenas a promessa de que vão trabalhar no sentido de alcançar um acordo global “robusto”.
- Divulgada versão de rascunho de proposta dinamarquesa que prevê que o Protocolo de Quioto, que termina em 2012, seja revisto e alargado para fazer parte do futuro acordo global sobre o combate às alterações climáticas.
- Estados Unidos garantem que vão contribuir para um fundo global para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar as alterações climáticas. Mas o principal negociador norte-americano avisa que o país entende que não tem obrigação de pagar compensações por ter sido durante muitos anos o maior poluidor mundial.




10 DE DEZEMBRO
- Brasil junta-se às criticas da China: diz que a proposta dos Estados Unidos é insuficiente, e que pode levar outros países ricos a fazerem também propostas pouco ambiciosas para a redução de emissões.
- À margem da entrega do Prémio Nobel da Paz, na Noruega, Barack Obama apela aos participantes na Cimeira de Copenhaga para quebrarem o impasse e procurarem chegar a um acordo.
- Nos Estados Unidos, negociadores no Senado chegam a um princípio de acordo para desbloquear impasse sobre legislação climática.
- Associação dos Pequenos Estados-Ilha garante que mais de 100 países apoiam a meta de limitar o aumento da temperatura em 1,5 ºC até ao final do século. A meta que está fixada neste momento é de 2 ºC . Os estados-ilha alegam que esse aumento coloca em risco a existência de muitos países, por causa da subida do nível da água do mar. Mas mudar a meta para 1,5 ºC exigiria que o corte das emissões por parte dos países ricos fosse muito mais ambicioso do que a proposta que está em cima da mesa: 45 por cento até 2020. Nações Unidas respondem que será quase impossível atingir esse objectivo.


11 DE DEZEMBRO
- União Europeia anuncia verba que vai disponibilizar para o fundo global de ajuda imediata aos países em desenvolvimento.





Copenhaga no Página Um

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Posted by Renascença | Posted on 17:06

Na edição de hoje do Página Um, trazemos uma entrevista exclusiva com Bjorn Lomborg, o mais mediático "céptico" das alterações climáticas. E claro, as ultimas sobre a Cimeira do Clima

Leia aqui o Página Um





Nuno Lacasta: "Está a fechar-se a janela de oportunidade"

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Posted by Renascença | Posted on 23:43

“A janela de oportunidade para podermos enfrentar o desafio das alterações climáticas está a fechar-se”



Em entrevista ao Página 1, Nuno Lacasta, coordenador executivo da Comissão para as Alterações Climáticas e negociador chefe da delegação portuguesa na Cimeira de Copenhaga, explica os contornos do encontro que centra as atenções do mundo.




- Depois da cerimónia de abertura, chegou o tempo das negociações à porta fechada. O que é que está a acontecer na cimeira?
- A primeira semana tem como objectivo a preparação de um conjunto de decisões, sobretudo de cariz técnico, sobre matérias como desflorestação, transferência de tecnologia limpa e financiamento. Isto porque os elementos do acordo político que se pretende alcançar em Copenhaga têm de ser operacionalizados e constar de um texto negocial, que não se finaliza em 24 horas… Por isso a primeira semana é dedicada a questões técnicas, e a segunda a negociações políticas de alto nível.

- Mas quando a cimeira começou já havia um trabalho intenso de preparação por trás.
- Sim, durante os últimos dois anos decorreram, em vários pontos do mundo, dezenas de reuniões de negociadores que culminam agora em Copenhaga. Neste momento existem algumas centenas de páginas de textos negociais com uma série de opções, e aquilo que temos de fazer durante a primeira semana é estreitar essas opções, de forma a termos algo que seja manejável para aprovar.

- Quais são os principais temas da cimeira?
- Podemos falar de um triângulo de temas. Em primeiro lugar, num dos vértices temos a identificação de metas de redução para os países desenvolvidos, ao nível das emissões de gases poluentes. Em segundo lugar, a identificação e apresentação de acções de mitigação [combate às causas das alterações climáticas] por parte dos países em desenvolvimento. E em terceiro lugar, a identificação de critérios de financiamento para acções em países em desenvolvimento que requeiram o apoio da comunidade internacional. O sucesso de Copenhaga vai, por isso, depender da resolução destes três principais assuntos.


-O acordo político tem de conter todos os pontos desse triângulo?
- Sim. Hoje é claro que a ameaça da mudança do clima não pode ser resolvida apenas com reduções por parte dos países desenvolvidos. O Protocolo de Quioto previa reduzir as emissões globais em cerca de 5%, mas só vinculava alguns países. Precisamos de reduções globais na casa dos 50% até 2050. Todos têm de contribuir, e os países em desenvolvimento têm de desempenhar também um papel. Hoje em dia, por exemplo, a China já ultrapassou os Estados Unidos como o país com mais emissões…

- E é possível obter um acordo num contexto de crise económica e financeira?
- Penso que sim. Entre as respostas possíveis à crise estão medidas para conseguir maior eficiência. Medidas, no fundo, de poupança. Há menos dinheiro disponível e as pessoas têm de utilizá-lo de forma mais criteriosa. E não é por acaso que os planos de recuperação económica têm, cada vez mais, medidas na área da eficiência energética e energias renováveis. A crise permite que se olhe para as questões das energias renováveis e da mudança do clima também como uma oportunidade. O desafio é garantir essa trajectória no pós-crise.

- Ao nível da redução das emissões, onde está o grande obstáculo a um entendimento?
- Penso que o que é importante sublinhar é que temos em cima da mesa propostas por parte dos países essenciais para se obter um acordo. A União Europeia é o bloco que lidera, tem a posição mais ambiciosa. Os Estados Unidos também fizeram a sua proposta. Tinham ficado de fora do Protocolo de Quioto, uma atitude que mudou agora com a administração Obama. E em relação aos países em desenvolvimento - como a China, Índia e Brasil - é muito importante notar que pela primeira vez colocam números em cima da mesa…


- Mas, no geral, estas propostas são suficientes?
- Estas propostas, tal como estão em cima da mesa, não são suficientes. São um princípio de negociação. Será preciso revê-las para não perder de vista o objectivo do aumento da temperatura média global não exceder os 2ºc até ao final do século. Trata-se de uma meta considerada fundamental pela União Europeia, a partir da qual podemos ter impactos irreversíveis no clima…

- É preferível um consenso mínimo a abdicar de um acordo como ponto de chegada?
- Como dizia o Presidente da Comissão Europeia, não se trata de saber se há plano B, mas sim de garantir que temos hoje a capacidade (e há sinais nesse sentido) de congregar as vontades políticas ao mais alto nível. Não é secundário que as principais economias mundiais estejam preparadas para negociar em Copenhaga. Isso é fundamental! Não podemos perder esta oportunidade. A janela de oportunidade para podermos atacar este enorme desafio civilizacional, que é o da mudança do clima, está a fechar-se. Para atingir a meta global de redução das emissões em 50% até 2050, as emissões globais têm primeiro que atingir um pico histórico e depois começar a descer até esse nível. A ciência diz-nos que o pico dessas emissões deve acontecer um pouco antes de 2020. E, por exemplo, um investimento numa central eléctrica tem de se fazer agora para ela estar em vigor em 2020, 2030 e 2040! Esta é uma altura histórica que não podemos, de modo nenhum, desperdiçar. Temos de chegar agora a um acordo politico, que se possa tornar juridicamente vinculativo no próximo ano.

- O que é que esse acordo pode ter de semelhante com Quioto?
- A União Europeia tem dito que concebe o acordo juridicamente vinculativo como um novo tratado, que inclua todas as partes e que, ao mesmo tempo, receba os elementos essenciais de Quioto. Isto porque considera que o Protocolo de Quioto é um instrumento absolutamente histórico. E é uma história de sucesso, apesar de tudo, na resposta global às alterações climáticas. Há muitos elementos importantes em Quioto, como sejam as metas para os países desenvolvidos, os instrumentos de mercado de carbono, um mecanismo de desenvolvimento limpo, por exemplo. Um conjunto de elementos essenciais que pretendemos transportar para o novo tratado internacional por uma razão: não fazia muito sentido reinventarmos a roda, quando já temos um conjunto de elementos que estão a funcionar! Por isso, creio que o bom senso, de facto, é utilizá-los na fase futura da política climática internacional.

- Os Estados Unidos e Obama estão a fazer a proposta possível à comunidade internacional?
- Eu creio que a perspectiva norte-americana passa por evitar cometer, em parte, os erros de Quioto. Há, em certo sentido, uma idiossincrasia constitucional norte-americana, porque os EUA primeiro aprovam legislação nacional e só depois se vinculam a metas internacionais. Em Quioto, o que se passou foi exactamente o oposto. Os EUA aceitaram uma determinada meta internacional, mas não tinham garantido o apoio do Senado, que é necessário para ratificar tratados internacionais. Portanto, os EUA estão muito sensíveis a essa realidade agora.


- E a proposta chinesa, é apesar de tudo ainda um mistério para os negociadores?
- É muito positivo que a China tenha considerado que existem condições para apresentar um número relativamente àquilo que indica como sendo capaz de fazer. A China é um actor internacional da maior importância. Creio que está a assumir a responsabilidade que lhe cabe. E não podia deixar de ser assim também em matéria de alterações climáticas. Por outro lado, a China está num estado de desenvolvimento diferente daquele em que se encontram as economias ditas desenvolvidas. E nesse sentido é razoável considerar-se que para a China - como aliás, genericamente para os países em desenvolvimento - a abordagem deve ser diferenciada. Temos que garantir que todos os países, incluindo a China, estão dentro do chapéu do novo acordo internacional, e temos de trabalhar em conjunto no sentido de garantir que conseguimos ter mais ambição no acordo de Copenhaga.






Copenhaga no Página Um

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Posted by Renascença | Posted on 23:08

Na edição de hoje, os esclarecimentos do Governo dinamarquês sobre o documento que circula na Cimeira do Clima e que causou polémica entre os representantes dos países pobres. Nesta edição , trazemos também uma entrevista ao negociador-chefe de Portugal em Copenhaga. Nuno Lacasta diz que as propostas chinesa americana são insuficientes para evitar um aumento da temperatura acima de 2ºC.
Leia aqui a edição de hoje do Página Um





Revolta africana em Copenhaga

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Posted by Renascença | Posted on 00:37

Um projecto de texto dinamarquês, que circula nos corredores da cimeira de Copenhaga, "ameaça o sucesso das negociações" sobre o clima, considerou hoje um representante do Grupo dos 77 (G77), coligação que representa 130 países em desenvolvimento.

Ouça aqui a reportagem de Paulo Ribeiro Pinto em Copenhaga





Economist: Copenhaga é a cidade europeia mais "verde", Lisboa 18ª em 30

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Posted by Renascença | Posted on 13:00

Lisboa é a 18.ª cidade europeia "mais verde", num ranking liderado pela capital dinamarquesa. Este índice europeu analisou indicadores como emissões, consumo energético, transportes, resíduos ou qualidade do ar em 30 metrópoles.


O relatório, divulgado esta manhã em Copenhaga, analisou oito categorias como emissões, consumo energético, transportes, resíduos ou qualidade do ar em 30 cidades e Lisboa ficou na posição 18ª atrás de capitais como Vilnius, na Lituânia, Varsóvia, na Polónia, ou Budapeste, na Hungria.

No conjunto dos indicadores de desempenho ambiental avaliados pelo Índice Europeu de Cidades Verdes, Copenhaga , actualmente palco da Cimeira da ONU para o Clima, atingiu um valor de 87,31 pontos em 100 possíveis, enquanto que Lisboa recebeu 57,25.



Apenas na categoria de consumo energético, Lisboa consegue ficar no Top-10, em 9º lugar. O principal problema da cidade, de acordo com este estudo, reside no facto de um em cada três trabalhadores ou habitantes utilizar o carro para as suas deslocações, o que faz de Lisboa uma das maiores emissoras de Dióxido de Carbono, ficando neste indicador em 22º lugar atrás de metrópoles da Europa de Leste.

Na qualidade do ar ficamos em 24º, já nas políticas do município para melhorar o ambiente, Lisboa fica-se pela 12ª posição.

Neste estudo confirma-se a fraca adesão dos lisboetas ao transportes públicos e a outras formas de se deslocarem na cidade, mas também é referido o esforço do país para se tornar mais amigo do ambiente com a introdução de carros eléctricos.

Os primeiros lugares do pódio são também ocupados por países nórdicos, nomeadamente Estocolmo, com 86,65 pontos, e Oslo, com 83,98, seguidos de Viena (83,34), Amesterdão (83,03) e Zurique (82,31), que ocupam o quarto, quinto e sexto lugar, respectivamente.

O Índice Europeu das Cidades Verdes elaborado pela Economist Intelligent Unit - uma unidade de investigação e análise da revista "The Economist".





OMM: Primeira década do milénio foi a mais quente de sempre.

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Posted by Renascença | Posted on 11:34

A década 2000-2009 foi a mais quente de que há medições fiáveis de temperatura. Os dados da Organização Meteorológica Mundial foram divulgados esta manhã.O ano de 2009 deverá entrar para o ranking dos 10 mais quentes desde 1850, situando-se como o quinto ano mais quente desde que há medições de temperatura com instrumentos.


Global Surface Temperature Trend : Result from three Global datasets: NOAA (NCDC Dataset) , NASA (GISS dataset) and combined Hadley Center and Climate Research Unit of the University of East Anglia (UK) (HadCRUT3 dataset) - fonte: http://www.wmo.int/

A América do Norte foi o único continente com temperaturas mais baixas do que a média em 2009. Fenómenos climáticos extremos foram registados sobretudo na América do Sul, Australia e Sul da Ásia. Na Europa, foi uma ano mais quente que a média do período 1961-2000.
Os dados da OMM foram colhidos por satélites, estações e navios metereológicos, sendo concentrados em centros de análise no Reino Unido e nos Estados Unidos, incluindo a Universidade de East Anglia, o Hadley Centre do MetOffice do Reino Unido, a Administração atmosférica norte-americana e o Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa.

Leia aqui o press-release da OMM





Portugal a aquecer mais depressa - Instituto de Metereologia

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Posted by Renascença | Posted on 10:39

Nos últimos 80 anos, Portugal aqueceu 1,2 graus e vive fenómenos extremos como chuvadas intensas, ondas de calor e vagas de frio prolongadas.

"Os fenómenos extremos podem vir a ter frequência maior do que no passado. Estamos a bater recordes sucessivos de verões mais quentes, ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias", alerta Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM).

Antes disso demorara um século para aumentar 0,8 graus. Esta diferença "significativa" explica-se em grande parte pela revolução industrial, que trouxe alterações nas emissões de dióxido de carbono, acrescenta o especialista.

Cada vez mais o aumento da temperatura média e a ocorrência de episódios extremos maiores, como o frio, o calor e a precipitação de curta duração mas intensa, ganham maior consistência, o que a continuar trará perturbações a todos os níveis, desde os recursos hídricos à biodiversidade, passando pela energia, saúde, turismo e actividade económica.



O Instituto de Meteorologia tem um projecto em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para estudar estes cenários climáticos e medir os seus impactos no continente. Os resultados destes estudos podem sustentar políticas de adaptação às alterações climáticas, explica Adérito Serrão. O destinatário deste trabalho é a Comissão para as Alterações Climáticas.

As previsões já apontam para uma diminuição da frequência das chuvas, para um aumento das temperaturas médias e dos valores extremos, o que em termos de vivência humana se traduzirá mais directamente em períodos de excesso de calor ou de frio, seca prolongada, cheias e inundações.

leia aqui a notícia





O video que abriu a cimeira de Copenhaga

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Posted by Renascença | Posted on 09:52


Director: Mikkel Blaabjerg Poulsen, producers: Stefan Fjeldmark and Marie Peuliche, cinematographer: Dan Laustsen, production designer: Peter de Neergaard, editor: Morten Giese, composer: Davide Rossi, sound design: Carl Plesner, production company: Zentropa RamBuk, advisory consultants: Mogens Holbøll, Bysted A/S and Christian Søndergaard, Attention Film ApS.





Festa na Cimeira

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Posted by Renascença | Posted on 08:15

Milhares de pessoas juntaram-se na principal praça da capital dinamarquesa para escutarem rock, mas também as palavras de importantes membros da ONU presentes na cimeira. Ouça a reportagem do enviado especial da RR a Copenhaga, Paulo Ribeiro Pinto:






A enviada especial das Nações Unidas para as alterações climáticas, Gro Brundtland, reafirmou a necessidade de um acordo nesta reunião. É o tudo ou nada diz a antiga Primeira-ministra norueguesa.

“Agora ou nunca pode parecer-vos muito forte, mas qual foi a última vez que conseguimos reunir tantos líderes mundiais, tão bem preparados por negociações sérias e longas. Agir é o que precisamos, de uma ruptura aqui em Copenhaga e desafiamos os nossos líderes a serem responsáveis”, disse.

A enviada especial das Nações Unidas para as alterações climáticas deixa claro que, quando a cimeira terminar, as coisas não podem ficar na mesma.

“Ao olhar para todos vós aqui no meio de Copenhaga certamente que não queremos que os líderes mundiais saiam a 18 ou 19 de Dezembro a usar apenas uma roupa nova como se fossem imperadores.”

Milhares de pessoas aderiram à iniciativa “Hopenhagen” no centro da cidade - uma troca de letras do nome da capital dinamarquesa que começa por Hope - para “esperança” em inglês.

Uma ideia que partiu da câmara de Copenhaga e pretende ser um exemplo para o resto do mundo e um marco de um acordo histórico, confessa o vice-presidente, Claus Bordam.

“Como cidade esperamos que os líderes mundiais consigam um acordo ambicioso no cop-15, como cidade. No futuro temos que saber lidar com estas decisões e continuar a ser um exemplo para pequenas e grandes cidades de que um desenvolvimento sustentável, amigo do ambiente pode ser possível, mantendo o crescimento económico e financeiro que conseguimos nas últimas gerações”, refere.

A festa no centro da cidade de Copenhaga marcou o fim do primeiro dia da cimeira das Nações Unidas para as alterações climáticas. Na praça central é onde os habitantes da cidade podem contactar mais de perto com o que se passa no mundo das energias limpas e da eficiência e sustentabilidade, uma praça verde com um globo gigante no centro a representar o planeta.





Rui Vilar: “A mensagem política não é clara sobre a crise ambiental

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Posted by Renascença | Posted on 06:26

O Presidente da Fundação Gulbenkian diz que estamos na “primeira grande crise da sustentabilidade”. Copenhaga vai lançar um processo “irreversível” que a Gulbenkian vai avaliar com um grupo de sábios. Entrevistado pela RR, Rui Vilar diz que o cidadãos já perceberam a mensagem. O políticos, ainda não.





Copenhaga no Página Um

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Posted by Renascença | Posted on 06:20

A Cimeira de Copenhaga é o tema em destaque na última edição do Página Um - o jornal digital da RR. Inclui uma entrevista ao Secretário de Estado do Ambiente, onde, entre outros assuntos, Humberto Rosa admite que o custo do cumprimento de Quioto pode chegar a 200 milhões de euros.

http://mediaserver.rr.pt/rr/others/9835984188e89c.pdf





Portugal pode gastar até 200 milhões para cumprir Quioto

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Posted by Renascença | Posted on 16:43

Portugal vai gastar entre 100 a 200 milhões de euros para cumprir o protocolo de Quioto. As contas do Governo passam pelo uso do Fundo de Carbono, que será complementado por transferências do Orçamento de Estado.


Lisboa estava autorizada a aumentar em 27% as emissões de CO2 registadas em 1990 e deverá derrapar ainda 5%, mas com o dinheiro, Quioto sempre se cumprirá.

“Temos a certeza absoluta que Portugal vai cumprir as sua metas. Agora temos números ainda mais sólidos, porque as nossas emissões têm vindo consistentemente a declinar: elas estavam cerca de 21% acima, em 2005, mas em 2008 vão estar abaixo dos 6%”, garante o secretário de Estado do Ambiente.

Humberto Rosa junta-se na próxima semana à delegação portuguesa à cimeira de Copenhaga, onde de hoje até dia 18, representantes de 192 nações vão tentar chegar a um acordo que permita no próximo ano alcançar o tratado climático que deverá substituir Quioto.

O secretário de Estado do Ambiente considera que o somatório das reduções que os países vão anunciando não são ainda suficiente ambiciosos. “O lado positivo é que todos – inclusive os EUA e a Índia – estão agora a falar dos seus próprios objectivos de redução absoluta ou de desvio de intensidade carbónica. Acho que se este primeiros passos puderem ser aprofundados podemos trazer um compromisso de passar a 30% em Copenhaga”.

Para entrar em vigor em todo o mundo antes de 2013, altura em que expira a primeira fase do Protocolo de Quioto - que estabeleceu a redução de emissões de GEE em 5% face aos níveis de 1990 para 37 países industrializados e a União Europeia no período entre 2008 e 2012 - o acordo de Copenhaga deverá cumprir os requisitos políticos de todos os países participantes.





Luis Amado reconhece dificuldades em Copenhaga

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Posted by Renascença | Posted on 16:40

Portugal apoia objectivos ambiciosos para a cimeira de Copenhaga, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros reconhece que, para já, é difícil admitir como meta uma redução das emissões de CO2 acima dos 20%.


Esta meta foi fixada como meta pelos 27 Estados da União Europeia.

"A União Europeia tem a responsabilidade de liderar este processo por tudo o que já fez e por tudo o que os seus povos ambicionam fazer neste domínio", disse Luís Amado à entrada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27.

Delegações de 192 países iniciaram hoje em Copenhaga os trabalhos para tentar chegar a acordo sobre as bases de um novo acordo para a redução de emissões de gases com efeito de estufa.

Para Luís Amado, a posição de Portugal será a de "valorizar" a posição ambiciosa da UE.

Os 27 já se comprometeram a reduzir as emissões em 20% até 2020, em relação ao níveis de 1990, meta que podem alargar para 30% se outros países industrializados realizarem "esforços comparáveis".

"Parece-me excessivamente ambicioso mas veremos se é possível ir além dos 20%, objectivo relativamente ao qual há hoje um consenso muito razoável", concluiu Luís Amado.

Em Copenhaga está também Francisco Ferreira. Em declarações à Renascença, o ambientalista da Quercus considera que a grande expectativa é alcançar um acordo vinculativo.

O sucesso da cimeira, diz, está dependente da vontade dos chefes de Estado e de Governo.